Tudo se repete de 4 em 4 anos


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Logo começa a época de campanha eleitoral e já sabemos o que esperar, mas, o que muda e o que continua igual?

O próximo ano (2020) já é ano eleitoral novamente e todas as situações que estão por vir, tanto dos candidatos a prefeito quanto dos vereadores, já são conhecidas.

O ano mal começará e as cartinhas de “elogios” começarão a circular. É quase um certeza em Itirapina. Não se sabe exatamente quem as envia, mas se pressupõe. São “elogios e mais elogios” às administrações passadas e aos candidatos, muitas vezes, com palavras de baixo calão. Aparentemente existe uma dificuldade em fazer uma campanha sem direcionar críticas desconstrutivas à outros candidatos e administrações.

O problema é que em grande parte da campanha passam apenas à criticar e a se referirem a outros candidatos com ironia e provocações, como se aquilo conquistasse votos. Quanto à população, é quase consensual que, apesar de acharem engraçado ver uma baixaria ou o circo pegando fogo, esse tipo de atitude mais mostra como os candidatos são, de modo ruim, do que suas capacidades em administrar.

Na verdade, ao fazerem isso, achando que conquistam mais apoio, apenas inflam o próprio ego e fazem rir os apoiadores, os puxa-sacos, além de provocar o adversário, que, diga-se de passagem, não é um inimigo. Aliás, adversário não é inimigo. Adversário é alguém almeja o mesmo que você à algo que possui concorrência. Não é inimigo, não é alguém que precisa ser destruído. Quando um lado vê o outro como inimigo, então já nem deveriam estar no meio político se candidatando.

A política requer ética e decoro. Não precisa estar eleito para que esses requisitos sejam cumpridos pelos candidatos. A administração pública é para o bem do povo, não para si, para sua família  ou para o próprio ego. É para todos.

Eles não são seus amigos.

As atitudes dos candidatos devem ser condizentes com o que a pessoa já é no dia a dia. Quer um exemplo do que estou falando? Os apertos de mãos e conversas que nunca ocorreram, mas que agora vem ao seu encontro.

Se no dia a dia, tais candidatos, nunca te cumprimentaram ou conversaram com você, este é um sinal de sua intenção. Agora lhe tratam como amigo, mesmo nunca tendo contato ou te cumprimentado no passado. Mas depois de eleitos, muitos vão passar e sequer fingir que te viram. Por quê? Porque eles não são seus amigos e pouco se interessam em sua rotina diária ou mesmo em seu sofrimento, o qual, muitas vezes é devida à má gestão pública de tornar a cidade mais acessível ou integrada como sociedade.

Existem, sim, exceções, mas são raros. Os que realmente lutam para que você tenha mais direitos, mas que a sociedade também tenha mais deveres, muitas vezes são taxados de charlatões, não que eles não existam, mas também existem as exceções. Mas se você quiser comparar entre eles e saber aqueles que realmente fizeram algo para a população, entre no site da câmara (no caso dos vereadores) e leia as leis aprovadas durante seu mandato ou suas propostas que não foram votadas. Quanto aos prefeitos, reflita se tudo de “bom” que ele fez coincide com os dois últimos anos de mandato.

Uma coisa é certa: eles não são seus amigos, mas, sim, seus funcionários. E não se sinta intimidado por cobrá-los publicamente de uma “promessa” de campanha que beneficiaria o povo e que não cumpriram.

Em Itirapina, à exemplo de outras cidades, muito se falou sobre a proposta de baixar os salários dos vereadores aos patamares dos professores da rede pública, que ganham uma merreca. Passou a eleição e a proposta nunca voltou. Por quê? Porque mesmo quem propôs e os que votariam não se interessam, de fato, em fazê-la acontecer. Era apenas um chamativo para ser votado.

Política não é profissão. É um cargo representativo ocupado por alguém. Não é permanente e não deve ser para patrocinar luxos individuais.

Então, para finalizar, novamente teremos as promessas falsas. Eles também virão com sorrisos falsos nos rostos para conversar contigo e irão apertar sua mão. Talvez lhe digam que “nunca lhe pediram nada”, mas saiba reconhecer, a maioria deles não possuem interesse algum em você ou nos cidadãos de sua cidade. Só estão querendo fazer a famosa boquinha pública.

Em tempos em que todos possuem redes sociais, provavelmente os ataques com ofensas e fake news devem ocorrer principalmente online. Então o cuidado deve ser redobrado. Mas você também conta com a oportunidade incrível de desmenti-los ao vivo e com provas, com a mesma ferramenta que eles, pois tudo é conectado e estamos em um momento tecnológico onde é possível investigar os fatos de forma muito mais fácil que antigamente.

Não confie em quem te promete as mil maravilhas, mas, sim, em quem tem propostas reais, embasadas e planejadas para um futuro melhor para todos.

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