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A imagem de Itirapina deveria ser aquela que a população gostaria de ter. No caso, ou voltado para o turismo, com seus lindos cenários de cachoeira e belezas naturais, ou para o que o povo produz. Infelizmente não é uma, nem outra.

Quase toda a boa repercussão da cidade lá fora, atualmente, se deve à instalação da monumental fábrica da Honda na cidade e de sua posterior abertura. São raras as publicações que tocam na relação com o turismo, que é o desejo que a cidade possui para se tornar referência. Agora, de fato, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou a indicação, do deputado Aldo Demarchi, para a cidade se tornar um MIT (Município de Interesse Turístico). Com isso, o município poderá receber uma verba anual de cerca de R$ 600 mil com destino certo: obras que possam contribuir para o melhor aproveitamento do potencial turístico da cidade. É um valor que deverá ser utilizado para impulsionar o turismo.

Entretanto, lá fora, outras coisas chamam a atenção para Itirapina e que não são necessariamente boas para sua imagem, mesmo que a cidade, em si, não tenha nada a ver com o ocorrido.

O caso mais recente é a de uma travesti assassinada em Piracicaba. A mesma era amasiada com um homem de 27 anos, que após uma crise de ciúmes, matou a companheira à pauladas. Apesar do homem e de sua família ser da cidade de Piracicaba, o nome Itirapina é citado, afinal o homem era foragido de uma das penitenciárias daqui. Ela estava preso justamente por já ter assassinado outra pessoa, sua própria tia a pedradas e já havia cumprido sete anos de prisão.

Já em uma outra notícia, um reeducando, de 38 anos, foi recapturado após ser detido com drogas em São Carlos. O homem fugiu quando prestava serviços para a cidade de São Carlos com outros detentos. Ele havia sido preso por homicídio e agora foi pego com algumas pedras de crack.

Quando não faz referência a fugitivos, faz referência às companheiros dos detentos que tentam entrar com objetos escondidos nos mais diversos locais possíveis.

O problema é que Itirapina em si não tem envolvimento ou culpa por aparecer nas manchetes por estes motivos, afinal, ultimamente este é o único tipo de manchete que a cidade exporta para a região. Notícias locais são destaques e de interesse quase que exclusivamente para moradores, ex-moradores e quem possui amigos e parentes na cidade, não sendo muito atraentes para quem é de fora daqui.

Ao conversar com pessoas de fora, o termo “cadeia” ou “penitenciária” brota como referência à cidade de Itirapina. Se não é isto, é o sobre o tal do trem, que sempre está passando por lá.

O problema real disso é a imagem que Itirapina quer para ser lembrada lá fora. Não basta apenas lembrar que tem cachoeiras e o Broa para visitar, é necessário uma imagem limpa para a cidade, para que as próximas manchetes referenciem a cidade pelo seu potencial e boas condições de recepcionar turistas e não pelos problemas a qual ela é lembrada.

Sabemos que já foi dada a largada para mudar isto, tanto com a aprovação do MIT, quanto com as reformas (como a da praça), além da realização da festa do carnaval em Itirapina, mas ainda é preciso muito mais.

O desafio é: será que Itirapina consegue mudar sua referência lá fora?