O polêmico debate sobre a infraestrutura turística no Broa


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Em abril de 2018, a Prefeitura Municipal de Itirapina resolveu deixar de cobrar a entrada de veículos no balneário Santo Antônio (broa) com a justificativa de que a cobrança não paga a manutenção e os serviços de contraprestação pela infraestrutura, além dos serviços de apoio ao turismo local.

Recentemente, após a realização de uma audiência pública, ficou decidido que a portaria do balneário deveria voltar a cobrar pela entrada de veículos no local, mas, agora, como taxa de conservação ambiental.

A não cobrança da entrada do balneário Santo Antônio (Broa), quando acabou a cobrança, foi comemorada pelas redes sociais afora, por causa dos valores que antes eram praticados para se adentrar ao local através de veículos. A medida também causou polêmica porque havia o temor de que a conservação do balneário ficasse comprometida.

Entretanto, agora, uma nova polêmica veio a tona. Mesmo sendo atendido pelo SAMU, um banhista acabou falecendo por afogamento no balneário neste domingo (31 de março).

Segundo o G1, a prefeitura de Itirapina teria lamentado o ocorrido e justificado que como não há a cobrança para entrar no local, a administração não tem a obrigação de contratar salva-vidas para atender aos banhistas, de forma que como o acesso é livre, a responsabilidade são dos próprios frequentadores.

POLÊMICA

Uma cidade como Itirapina, a qual a atual administração comemora o recente título de MIT (Município de Interesse Turístico) e que preza pelo crescimento turístico, acabou respondendo de forma bastante infeliz a um acontecimento lamentável e que se repete com certa frequência em época de grande movimento no BROA, mesmo com salva-vidas.

Não se trata apenas de uma “obrigação”, como foi informado ao G1, mas, sim, como um diferencial para se atrair turistas para a cidade. O provimento de uma força de salva-vidas, mesmo que não esteja havendo a cobrança para entrar no balneário, seria como uma forma recorrente de se fortalecer o suporte e o desenvolvimento turístico, uma vez que a cidade tem procurado se tornar referência neste área de especialização.

Apesar de não arrecadar o suficiente para pagar os custos da infraestrutura turística e já considerando que haverá, novamente, a cobrança para entrar no balneário, tais provimentos deveriam ser considerados, para o futuro, como uma obrigação moral do município, de forma que o turismo não seja seja afetado como se fosse o lado mais fraco da moeda.

Investir no turismo, não somente do balneário, mas, de forma recorrente, no comércio local é, também, uma forma de atrair investimentos de fora para dentro da cidade, assim como a criação direta de novos empregos nas mais diversas áreas possíveis, tais como restaurantes, pizzarias, lanchonetes, pousadas, hotéis, bares e demais comércios que supram tais demandas.